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terça-feira, 18 de março de 2014

Macela

Macela



Nome científico:
Achyrocline satureoides DC.

Sinonímia popular:
Macela-do-campo, macelinha, macela-amarela, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha, marcela, losna-do-mato, macela-do-sertão, chá-de-lagoa.

Família:
Asteraceae

Partes usadas:
Inflorescências

Princípio ativo:
Flavonóides: quercetina (1,3%), luteolina, galangina, isognafalina; ésteres da calerianina com ácido caféico e ácido protocatéquico; óleo essencial, saponinas triterpênicas; pigmentos amarelos (bioflavonóides); taninos.

Propriedade terapêutica:
Anti-inflamatória, calmante, bactericida, antidiarréica, colinolítica, mio-relaxante, antiespasmódica, digestiva, estomáquica, emenagoga e antiviral.

Indicação terapêutica:
Problemas digestivos, flatulência, má digestão, colecistite, diarréia, cólica abdominal, azia, contrações musculares bruscas, inflamações, disfunções gástricas, inapetência, disenteria, distúrbio menstrual, dor de cabeça, cistite, nefrite, tosse.

Origem
América do Sul. Vegeta no Brasil nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Aspectos agronômicos
A reprodução é por sementes, sendo a planta muito resistente e pouco exigente em termos de solo e água.

A conservação in vitro por meio de propagação vegetativa de meristemas foi obtida, por oito anos, sem modificação morfológica visual das plântulas. Reprodução a partir de explantes de raízes e folhas, de sementes germinadas in vitro vem sendo realizados, obtendo-se formação de calos organogênicos com surgimento de folíolos e raízes a partir de folhas.

Aspectos históricos
Achyrocline, do grego "akhyron", quer dizer palha e "cline" quer dizer cama. Jásatureoides é relativo a "satureira", nome latino usado por Plínio para uma planta (hoje é também nome de um gênero na família Laminacaea).

Os egípcios dedicavam a "macela" ao Sol e prezavam-na mais do que todas as outras devido às suas propriedades curativas, enquanto os médicos gregos a receitavam para febres e perturbações femininas.

É também muito apreciada pelas suas folhas de cheiro suave, a maçã.

O seu aroma relaxante era também usado em inalações, ou fumado para aliviar a asma e curar a insônia. É indicada também contra tosse espasmódica, arteriosclerose e hipercolesterolemia.

É tradição colher as flores da macela na semana santa, especialmente sexta-feira.

Uso fitocosmético
Estimulante da circulação capilar, contra queda de cabelos, peles e cabelos delicados. Popularmente utilizada para clarear cabelos. Protetor solar.

Farmacologia
Os flavonóides atuam como estimulantes da circulação, reduzindo a fragilidade dos capilares. Sua pronta absorção através da camada cutânea da pele tem demonstrado aumentar a circulação sanguínea periférica.

Em pesquisas realizadas com o extrato aquoso, foram demonstrados as atividades colinolíticas e mio-relaxante. Além disso, sugerem um efeito sedativo, nas doses de 250 a 500mg / Kg, via oral e intra- peritoneal.

A atividade antiviral desta planta foi relacionada com a presença predominante de compostos flavonóidicos, principalmente 3-0-metilflavonas. As saponinas do grupo oleanano agem em nível da inibição da síntese do DNA do vírus herpético tipo 1.

 Contra-indicação
Seu uso é contraindicado às pessoas sensíveis à erva.

 Dosagem indicada
Fitoterápico

Uso interno como digestivo (infuso): 10 g de flores em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 vezes ao dia, preferencialmente após as refeições.
Uso externo (infuso): 30 g de flores em 1 litro de água. Aplicar na forma de compressas, 3 a 4 vezes ao dia.
Fitocosmético

Xampus, sabonetes: 2-5% de extrato glicólico.
Infuso a 5%: como enxague para clarear os cabelos.

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